terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

07h44min da manha e uma indignação horrível.

Hoje quando vinha ao trabalho, me surpreendi com dois fatos que aconteceram.

Primeiro:
Uma cadeirante que ia para seu trabalho, aula, pra algum canto, não importa onde seja, ia subir no ônibus e todos olharam tipo vamos nos atrasar por conta dela, o motorista foi o primeiro a ir acionar o elevador com uma cara de enjoado , eu achei que ele fosse vomitar (1° o elevador dos ônibus foi feito de enfeite? O elevador é um direto dos cadeirantes, logo, era de uso dela.) não vejo nada de anormal em ver um pessoa em uma cadeira de rodas, e acho além, que ela tem uma força de vontade maior que a de muitas pessoas inclusive a mim mesmo.

Depois que chego no terminal, todos descem do ônibus e o motorista, não bastando, foi chamar o fiscal para acionar o elevador novamente. Eu sigo minha viagem a outro terminal próximo, que tem um ônibus só para levar pessoas de um ao outro, e esse ônibus sempre está lotado na hora de pico, vocês vão entender por estou falando deste ônibus em si.

Segundo:
Ao chegar ao próximo terminal, saio do ônibus e vou para passarela ao lado, pegar o respectivo ônibus para o meu trabalho, e fico sempre observando as pessoas indo e vindo, partindo e chegando. Quando me deparo com esse ônibus que eu tinha acabado de descer, indo embora, e chegando um senhor com deficiência visual, que chega dobra a sua bengala e fica esperando o ônibus, e começam a chegar pessoas e se aglomerar perto dele, até que chega uma mulher grávida e toma a frente dele, depois dela veio mais e mais pessoas e tomaram a frente dele, de onde eu estava já não dava mais pra ver o senhor, quando o ônibus chega tinha um fiscal perto que eu achei que ele tinha percebido e ia ajudar, mas ele sai de perto e deixa a confusão formada, eu sai de onde eu estava e fui tentar ajudar o senhor; muito sem êxito, porque praticamente jogaram o senhor pra dentro do ônibus.

Um desabafo para trazer o “Areia” à tona novamente e pelo visto, pela minha indignação, ele vai trabalhar muito esse ano, e eu espero isso. A partir de hoje, acho que não vai ter nada bonitinho aqui, “Areia em Ampulheta” vai ser tipo o pavio pegando fogo prestes a explodir, e meu Brasil estou aqui contigo e não abro, como escutei hoje “Ordem ou Progresso?” os dois juntos não rola.

Escrito por mim e essa intolerância é pra ser de todo um povo que não agüenta mais ver um semelhante passando por coisas que poden ser evitadas.

ESTRANHOS SEMELHANTES vou marcar na minha pele isso, pra mesmo se eu perder a memória, consiga ver e saber que lutei um dia por isso.